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sexta-feira, julho 24, 2009

Então e agora?



Acabei uma licenciatura de 5 anos e ando com um vazio que não estava nada à espera. Contava muito mais ficar com uma alegria indescritível, daquelas de sair à rua e beijar tudo o que me aparece pela frente. Mas agora que acabei a única coisa que consigo sentir é um grande “JÁ ESTÁ”! E um ainda maior “ENTÃO E AGORA!”Quando entreguei o último trabalho e soube que estava tudo acabado, senti um grande PRONTOS… ACABOU-SE! Que merda de sensação. Realmente nós somos uns bichos que nos habituamos a tudo. Continuo com aquela sensação de friozinho na barriga que temos quando sentimos que temos algo para fazer mas não sabemos bem o quê! Acho que isto tudo faz parte do processo de desintoxicação de Faculdade…

Com vocês também foi assim???

quinta-feira, outubro 18, 2007

Hedonismo



Quando acordo de manhã já sem ter sono e me espreguiço…
Quando corro e estico os músculos e não me consigo deixar de rir…
Quando tomo banho o tempo que quiser, me esfrego com toneladas de gel de banho e me sento no chão da banheira com a com a água a escorrer…
Quando estou exausto e com sede e bebo da água fresca de uma fonte…
Quando danço, mesmo sem gostar de dançar…
Quando oiço música calma e me apetece escrever…
Quando estou a fazer amor…
Quando estou num sítio alto e a paisagem faz-me pensar…
Quando marco um golo…
Quando tenho fome e como o meu comer preferido…
Quando me rio até me faltar o ar…
Quando me elogiam…
Quando abraço aqueles que amo…
Quando faço cócegas à minha filha…
Quando inspiro ar puro num pinhal…
Quando vejo a chuva a cair lá fora…
Quando chove em cima de mim…
Quando penso no que é a vida…
Quando vivo como se não houvesse amanhã…
Quando sonho que estou a salvar o mundo…

Tenho prazer!

Podia continuar sem parar. Pois a vida é isto mesmo. Um prazer contínuo. Um orgasmo constante de lucidez. E que privilégio é estarmos lúcidos! O privilégio de saber apreciar aquilo que somos. Que nos foi dado, ou que conquistámos.

Se a vida não é isto… O que é então?
Não preciso que me ensinem a viver. Já vivi o suficiente para ter pena de envelhecer.

Vivo apenas pelo prazer de viver!

segunda-feira, setembro 24, 2007

Teoria da infelicidade




Tal como quando começa a primavera e ficamos todos contentes, com o pito aos saltos e outras manifestações afins, quando começa o Outono, dá-se o inverso. Os pitos deixam de saltar e a nossa moral vai-se abaixo…

É uma realidade, basta olhar para o que se passa à nossa volta. Podemos começar pelos blogs… Com menos afluência, menos comentários, posts mais tristes, a adivinhar uma depressão… Enfim, acho que o fim das férias e início das rotinas e trabalho não são motivos suficientes para este súbito decréscimo de moral.

A verdade é que passo a vida rodeado de pessoas que me parecem infelizes.

Então onde está o problema?

O problema é ser-mos todos seres humanos. Nunca estamos satisfeitos! Queremos sempre mais, e mais, e mais… e se por um lado esta persistência pode ser vista como uma qualidade, por outro pode ser encarada como um defeito! É que este desejo constante de querer mais, leva-nos a uma sensação inevitável de insatisfação! E consequentemente de infelicidade, e em casos extremos depressão.

E esta é a minha opinião, podem refutá-la se quiserem, mas duvido que me façam mudar de ideias. Somos todos infelizes! Todos sem excepção. E podem vir comentar a dizer que não. Que são felizes, que a vossa vida é um conto de fadas, que eu estou errado. Mas ainda assim continuarei na minha.

A infelicidade é algo inevitável! Algo que deriva do desejo de conquista, de auto afirmação. Desta vontade de algo superior que está dentro de nós. Esta busca incessante do Sonho que provoca a insatisfação relativamente ao que temos. Pois o que temos nunca é suficiente.

Se temos uma carreira profissional perfeita, somos infelizes porque não temos tempo para a família. Se temos uma família que nos ama, queremos uma profissão que nos realize mais. Se não temos família, somos infelizes porque gostávamos de encontrar alguém para formar uma. Se temos, gostávamos de não ter para adquirir mais liberdade. Se passamos a vida a viajar, gostávamos de assentar e acalmar num sítio. Se passamos a vida num lugar, todos os dias sonhamos em viajar.
São exemplos absurdos, ou então não. Mas servem acima de tudo para ilustrar aquilo que quero transmitir. É obvio que nem todos os sonhos são os mesmos. Como também é obvio que existem pessoas que conseguem realizar os seus sonhos. Mas mesmo estas, passado algum tempo ficam (ainda que parcialmente) insatisfeitas. E ganham novos sonhos, e novas insatisfações, e deixam de ser plenamente felizes.

Os conselhos que vos posso dar do alto dos meus míseros e inexperientes 23 anos (se bem que alguns destes anos valeram por 5) são os seguintes:

Atribuam a devida importância aos momentos felizes da vossa vida. Que são muitos comparativamente com os infelizes. O nosso mal é que simplesmente não os valorizamos e não os aproveitamos. Vivam cada sorriso, cada vitória, cada amor, como se fosse o último.

Não passem a vida a queixar-se. Nem para vocês próprios. Nem para ninguém. Lembrem-se que onde quer que estejam, haverá sempre alguém que estará pior do que vocês. E esse alguém poderá ser a pessoa a quem se estão a queixar.

Por último, ambicionem! Lutem pelos vossos sonhos, a vida não tinha piada sem sonhos! Mas não se deixem consumir por eles…


É assim que eu vou sendo feliz!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Porcelana

Porcelain - Moby

O problema da vida real é não ter música de fundo! Não teria a vida outro encanto se de vez em quando, tal como nos filmes, começássemos a ouvir uma musica vinda não se sabe de onde que exteriorizasse os nossos sentimentos?

Assim, se estivesse a ver uma paisagem deslumbrante, iniciava uma musica do Moby, se estivesse a fazer amor com a mulher da minha vida ouvia-se o Stand by me de Ben E. King, se marcasse um golo na final do campeonato do mundo tocava o We are the champions dos Queen, Se estivesse à discutir com alguém, talvez uma musica dos Slip Knot, quando estivesse de ressaca tocava o inevitável António Variações com o Corpo é que paga. Se estivesse a dormir… Não tocava nada porque não consigo dormir com barulho!!!

Não vivam em silêncio. Vivam simplesmente e oiçam a vida! Porque somos todos feitos de porcelana, e um dia podemos partir!
A vida não tem música mas a música tem vida!

Para lerem este post a música ideal é Porcelain – Moby.

Bom dia para todos.
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