quinta-feira, março 18, 2010
Homens perguntam mulheres respondem II
As mulheres… esse animal…
Desde o principio dos tempos que o homem coabita com seres que têm tanto de belo como de perigoso.
quinta-feira, março 11, 2010
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quarta-feira, março 03, 2010
Ironia?
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Desculpas não se pedem evitam-se
O título deste post é uma deixa que abomino. É o tipo de frase que usam os pobres de espírito, os que não sabem perdoar, os que têm mau perder e que adoram encontrar um momento menos bom do “amigo” para lhe mandar à cara acusações disparatadas.São aquelas pessoas que se matam a trabalhar, não por benefício próprio ou para ajudar, mas sim para poder atirar à cara dos outros que trabalham mais do que eles…
São aquelas pessoas que têm um rei na barriga e não conseguem cheirar os seus próprios defeitos nem que estes lhe cagassem em cima.
São aqueles que namoram e ficam duas semanas sem falar com o parceiro porque discutiram sobre o voo rasante do colibri amarelo que habita na floresta do caralho mais velho.
São gentinha que como dizia o outro, não vale um vintém.
Não usem esta frase perto de mim ou estão apresentados…
terça-feira, dezembro 22, 2009
Depressões
Esta é aquela altura do ano mais propensa a depressões. E eu não sou excepção. Dou por mim varias vezes a chorar de cada vez que vejo um cãozinho abandonado, ou se a lua está cheia e se reflecte no rio em frente a minha casa… ou ainda se descasco cebola! Pronto, ou então não… Mas acho que as meninas curtem ouvir um gajo admitir que chora. Estou só a ver se resulta. O que é certo é que nesta altura do ano anda tudo parvo, triste… irritadiço, duma maneira que só apetece correr tudo à chapada.
E esta posta serve só para animar aqueles amantes do infortúnio que passaram por este blog à espera de mais umas lamechices para chorarem… Eh pá deixem-se disso! Esta vida são dois dias! E o carnaval são três…
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Bom Sucesso

Ora, certo dia vinha eu da escola e não me lembro por que razão, não tinha bilhete ou dinheiro para o autocarro. E que dia tinha sido aquele! Passei mais de duas horas a jogar à bola em furos das aulas e tinha acabado de sair do treino de natação onde já tinha tido uma mão cheia de cãibras. Fui forçado a fazer a prova de montanha de primeira categoria até minha casa.
Das mais de mil vezes que fiz aquele caminho, aquele foi sem duvida o mais tortuoso que fiz. Subir a mini-montanha com a mochila da escola às costas mais o saco da natação, foi a pior coisa que me podia ter acontecido naquela altura. Arrastei os pés, marreco do cansaço e do peso das mochilas. E lá subi. A dada altura, quando faltava cerca de um terço da subida e já se começava a avistar o topo… Parei. E olhei para cima. Este momento, foi um momento com nada de especial que o demarcasse de tantos outros na minha vida. Mas é um momento que até hoje recordo nos momentos difíceis. Olhei para cima e estive quase a desistir… a sentar-me e a não avançar mais um passo. Mas houve um pensamento que me fez continuar... Pensei:
- Daqui a um bocado, estas em casa descansadinho a ver televisão. E vais-te sentir bem como se não tivesse sido nada.
O desfecho é previsível… desisti e pernoitei no local….
Ok estou a brincar! Continuei que nem um maluco e cheguei a casa todo podre mas feliz da vida. Vinguei-me em três bolicaos e dois iogurtes e não pensei mais no assunto até à noite.
De noite quando me deitei na minha caminha senti-me tão, mas tão bem, tão relaxado e feliz, e dei por mim a pensar naquele momento em que me tinha sentido tão mal durante a subida. E espantei-me com a nova perspectiva com que abordei o referido momento. A vida afinal, depende sempre da perspectiva… do momento em que nos encontramos. A subida tão tortuosa que fora, era agora passado. E os meus lençóis de flanela eram o presente aconchegante. E senti-me feliz…
Ao contrário de qualquer outra recordação que passa, essa, por mais insignificante que tivesse sido, ficou. Pensei nela várias vezes ao longo dessa semana. Pensei outras tantas o resto do mês. E a verdade é que ainda hoje, de cada vez que se me depara uma dificuldade na vida penso naquele dia. Penso que podia ser pior! Podia estar ainda a dois terços da subida, e nunca ter chegado a casa. Mas não… estou melhor, sempre melhor. E se sofro sei que será temporário. Proibido é desistir. Sei que no cume estarão sempre os meus Bolicaos e os meus lençóis de flanela.
Hoje, novamente de uma outra perspectiva sei aquilo de que não me apercebi na altura: A vida é feita de muitas montanhas que precisam de ser escaladas. O sofrimento estará sempre presente, e nós dar-lhe-emos a importância que nos aprouver. Será sempre mais feliz quem souber valorizar os lençóis de flanela e os bolicaos. Quem atribui excessiva importância à subida, acaba por não viver. Eu escolho por subir e não desistir. E enquanto o faço e sofro, sei que ainda poderia estar naquele dia longínquo a dois terços da subida. Mas não estou. E sinto-me bem por já ter ultrapassado tantas coisas más. E continuo a sofrer sem desistir, pois sei que invariavelmente no topo estará uma só coisa: O Bom Sucesso!




