segunda-feira, dezembro 27, 2010

E viva o petróleo


Este post que estou prestes a escrever é sobre algo que é por demais evidente. E se ainda não se aperceberam deste facto, é porque andam a dormir. Será sobre um produto em específico, mas é uma ideia que se pode aplicar a qualquer outro tipo de produto que conhecemos.

Os carros de hoje em dia só não são eléctricos porque isso acabaria com os lucros das muitas multinacionais que por aí proliferam. Neste momento continuamos a utilizar carros movidos a combustíveis fósseis, com todas as desvantagens inerentes a este facto… Poluição, preços de combustível incomportáveis para muito boa gente, guerra no médio oriente e conflitos internacionais onde quer que exista petróleo, etc.

O estúpido é que existem carros eléctricos à dezenas de anos. E por carros eléctricos não me refiro àquela ideia preconcebida que existe de um carro fraquito que só anda a 40km/h e não serve para mais do que ir ao café da esquina e voltar sem recarregar. Existem carros eléctricos tão bons ou melhores que os nossos. Que passam largamente os 120 km/h permitidos por lei e que têm uma autonomia de varias centenas de quilómetros sem necessitarem de recarregamento.

Simplesmente a ideia que ainda é transmitida amiúde, é que os carros eléctricos ainda não são bons o suficiente para o consumidor… Deixem-se disso. Não são bons de facto, mas é para os bolsos dos corruptos que lucram com o petróleo… (políticos, bancos, multinacionais).

Enfim isto é tão evidente que quase sinto que estou a perder tempo ao estar a escrever isto. Fiquem com este pequeno clip que é a apresentação de um documentário que já se realizou sobre o assunto… Mas vá-se lá perceber porquê, nunca passou na televisão…

A verdadeira Democracia


Ando para aqui a criticar a politica e a democracia, mas criticar é fácil dar ideias é que é difícil. Aplicá-las ainda mais.

Então se isto que temos não é uma democracia, o que seria então uma democracia? O mais perto que temos daquilo que eu entendo que devia ser uma democracia são os referendos. São perguntas mais ou menos objectivas, sujeitas a sufrágio e cuja decisão do povo é soberana. Os referendos seriam quanto a mim uma democracia mais verdadeira.

Andamos a eleger as coisas erradas! Não devíamos eleger pessoas! As pessoas são falíveis, corruptíveis e muitas delas egoístas e mal intencionadas. Não precisamos de ninguém para decidir por nós aquilo que é melhor para todos. Precisamos é de todos decidir e arcar com as consequências ou benefícios de cada decisão conjunta que fosse tomada.

Ao invés de pessoas, deveríamos eleger ideias! Ideias, projectos, propostas, etc. A verdadeira democracia seria não delegar estas decisões a terceiros. Cada um deveria ser livre de propor o que quisesse, mas só as ideias que fossem eleitas, seriam postas em prática… Não vos parece muito mais justo que tudo funcionasse realmente assim? Sem hierarquias, com o poder distribuído por todas as pessoas e não unicamente em meia dúzia delas?

Sei que parece uma ideia utópica. Mas só o é porque a “conjuntura” actual não tem interesse em mudar o que é tão benéfico para alguns. Mas é possível. Agora que temos a internet e está tudo à distancia de um clique. O governo do futuro poderia muito bem ser um site na internet. Onde qualquer pessoa do mundo poderia colocar lá uma ideia ou proposta, e qualquer outra pessoa poderia ir votar na ideia. E se o povo quisesse, se a proposta fosse da vontade da maioria, então seria posta em prática…

Simples e eficaz. É só uma ideia na minha cabeça fantasiosa e pensadora. Não é minha, nem sequer é a minha ideia de eleição sobre este assunto, mas é uma que gostava de partilhar com quem vem aqui e tem pachorra para ler isto. Porque na realidade existem alternativas a esta fantochada em que vivemos. Temos é que ter a mente e os olhos abertos.

Bom fim-de-semana 

Escravos


Inicialmente quando o ser humano ainda não tinha descoberto a agricultura, não havia excedentes de produção e como tal, não existia riqueza ou pobreza. Cada um apanhava aquilo que conseguia para comer. E para que tal fosse possível ajudavam-se mutuamente. Eram tempos em que a cooperação significava sobrevivência.

Posteriormente, com as melhorias técnicas e a revolução agrícola, começaram a existir os excedentes de produção. E com isso os ricos (os que tinham mais) e os pobres (os que tinham menos). Com o tempo foi-se enraizando na cultura humana que quem tem menos deve ser subalterno de quem tem mais. É natural… afinal se eles têm mais, vamos tratá-los bem para ver se nos calha alguma coisa.

Quando surgiu a pecuária, surgiu também a escravidão. E os escravos humanos, não são senão gado especializado. Gado que consegue fazer coisas que nenhum animal consegue.

Com o tempo e com a revolução industrial, chegou-se à conclusão que os escravos/gado humano, produziam mais quando tinham a ilusão de liberdade. Ou seja, tendo um horário de trabalho, “direitos cívicos” no trabalho, ordenado, etc. Os escravos amansaram, porque começaram a pensar que já não o eram… Mas a verdade é que ainda eram, ainda sou, e ainda somos… somos escravos do sistema monetário e económico. Escravos dos que têm muito só porque temos pouco (nada).

Somos escravos. E não se indignem ao ler isto mas é o que nós somos. E somos o pior tipo de escravos. Somos escravos e temos a ilusão que somos livres.

A diferença entre o mundo de hoje e o mundo do tempo em que a escravidão era legal é pouca.

Pessoalmente, sou da opinião de que para a sociedade subsistir, não é necessário existir alguém a mandar. Quem diz sociedade, diz empresa, grupo, clube, ou qualquer outra coisa onde há quem manda e quem é mandado. A hierarquia é simplesmente uma coisa primitiva e obsoleta que acentua as desigualdades e a estratificação social. Ou se quisermos, de maneira mais simplista, para esta trampa toda funcionar, não é necessário existir quem mande nos outros. A cooperação sempre me pareceu um método muito mais funcional e evoluído. E só assim acaba a escravidão.

Ao invés de cooperarmos, lutamos incessantemente uns contra os outros para sobreviver e obter um bocadinho mais. Ao contrário dos tempos da caça recolectora onde não existia  agricultura, já não é a cooperação, mas sim a competição que é indispensável à sobrevivência. 

Mas afinal, o que existe chega para todos… Chega para não haver escravos. Só que ninguém se apercebe… Somos todos gado amansado…

Politicos


Hoje falo-vos de políticos. Esses nossos grandes e inúteis amigos.

Se analisarmos os políticos, podemos constatar que são na sua grande maioria, advogados, engenheiros (alguns são semi-engenheiros), ou bancários (pior ainda). Agora o que me intriga e o que me questiono constantemente é: - O que é que no currículo destes senhores lhes dá crédito ou lhes permite ter uma base vivencial teórica sustentada para que possam decidir aquilo que é melhor para o povo? Onde é que a formação sobre leis (advogados), sobre estruturas de edifícios (engenheiros) ou sobre o mercado financeiro (bancários) transmite competências necessárias para que possam agir de forma a beneficiar a sociedade? Não transmite… o conhecimento das leis e de como toda esta trafulhada funciona não é garantia nenhuma de que um politico sabe agir de forma correcta sobre todos os problemas que afligem a sociedade. Ou que tão pouco se preocupem ou tenham qualquer tipo de intenção altruísta em tudo o que fazem…

 Estamos a eleger pessoas pela sua capacidade de oratória e pela capacidade de cativar o maior número de pessoas possível. Estas características transversais a qualquer político, não são as competências que uma pessoa que toma decisões pelo povo deveria ter. Um bom político deveria, pelo menos ter formação em sociologia, ou formação sobre as dinâmicas culturais da sociedade. Deveria ter conhecimentos aprofundados de ética e deveria acima de tudo ser um altruísta ao invés de um egoísta…

Os políticos deveriam trabalhar em conjunto para o bem de um povo e não uns contra os outros. O sistema de eleições instaurado leva a que a competitividade existente na política, seja tudo menos benéfica para aquilo que mais importa (o povo). A oposição preocupa-se em derrubar o governo, quando no fundo deveria era apoiar. Todos deveriam trabalhar para o bem da comunidade.

Os políticos, deveriam ser voluntários. O dinheiro corrompe constantemente as suas atitudes e decisões. O poder corrompe. Nenhum politico deveria ter qualquer beneficio motivado pelo cargo que ocupa.

Resumindo… Os políticos são obsoletos.

Democracia ou Ditadura?


A Democracia que temos é Fascismo encoberto

Uma das maiores falácias que por aí anda é a de que vivemos todos numa Democracia.

Estou farto de ver pessoas de peito cheio a dizer que este sistema é que é bom… que temos uma democracia!

- Não votar? É um desrespeito pelas pessoas que lutaram no passado por esse direito, etc…

Pois meus amigos, abram a pestana, esta merda onde vivem não é uma democracia.

Etimologicamente, a palavra democracia tem o significado de poder para o povo. Ora se se limitarem a pensar um bocadinho, podem muito facilmente chegar à conclusão de que o povo aqui não manda nada.

Como podem ter a lata de chamar a este sistema uma democracia, se o povo não decide nada! A única coisa que decide, se é que decide, é entre meia dúzia de paspalhos pré-definidos, escolhidos por outra cambada de paspalhos qualquer. Paspalhos esses que depois mandam e decidem as nossas vidas durante pelo menos 4 anos sem nos perguntar peva. A única decisão em que pelos vistos estamos autorizados a participar é qual dos paspalhos é que vai decidir por mim aquilo que ele entende que é melhor para mim ou se quisermos (para não me chamarem egoísta) para todos.

O problema disto tudo, é que o todos, não entra nesta equação. Quem é eleito preocupa-se unicamente com o alguns…

Esta democracia é uma ilusão… não existe. O povo não decide nada.

E esta ilusão de que decidimos alguma coisa (afinal o voto é universal), acalma as massas e permite que não haja grandes manifestações nem indignações relativamente ao que de mau acontece na política. Afinal… se o presidente está lá é porque o escolheram por isso a culpa deve ser do povo…

A melhor forma de controlar o povo, é transmitir a ilusão de liberdade. Neste caso especifico, a ilusão de que temos o poder de decidir alguma coisa. Se aliarmos a isto, um marketing feroz e elaborado para distrair as pessoas do que realmente interessa, estão criadas as condições ideais para que quem esteja no poder possa fazer o que lhe der na realgana…

Conseguem ver onde é que a presente democracia se assemelha ao estado novo? Apenas se mudou a forma de controlo da população… agora é tudo muito mais “livre”…

Tenho muito respeito sim pelas pessoas que perderam a vida e lutaram pelo direito ao voto, mas nesta democracia de fantasia eu não participo… assim sempre tenho a consciência mais limpa para dizer:

- A culpa não é minha… nem sequer votei nele!

Fiquem bem

Eu odeio a sociedade

Eu odeio a sociedade...

Sei que isto parece uma frase típica de um maníaco-depressivo, mas o facto é que é este mesmo o sentimento mais sincero e puro que consigo exprimir relativamente ao que penso deste mundo e da forma como está organizado.

Como já referi anteriormente noutras postagens do meu outro blog, cada vez mais me vou apercebendo daquilo que NOS rodeia. E o que vos posso dizer meus amigos, é que não me agrada mesmo nada. Não me refiro a este Portugal que todos se apressam a criticar de forma leviana… Não me refiro ao Sócrates ou a outro qualquer político nojento de cabelo oleoso que se possam lembrar. Refiro-me sim, a TUDO. Toda esta trampa que é a sociedade em que vivemos e que torna os seres humanos em seres desumanos.

Sou da opinião que se a maioria das pessoas estivesse minimamente ao corrente da forma como isto tudo funciona na realidade, de hoje para amanhã existiria uma revolução…

E assim sendo, resolvi criar este blog. Com o intuito de transmitir o que penso e abrir alguns olhos (mentalidades). Não quero convencer ninguém de que estou certo. Não sou o dono da verdade. Nem sei se estou correcto naquilo que penso. Mas sei no que acredito. E a racionalização daquilo em que acredito, converge sempre na ideia de que a própria base da nossa civilização é defeituosa e prejudicial à maioria da população.

Por isso, leiam o que escrevo com distanciamento e racionalidade. E pensem… pensem no que vos vou escrever. Estejam à vontade para discordar de tudo o que direi, ou para tal como eu ir abrindo os olhos para tudo aquilo que anda tão à vista mas nos recusamos a ver.

Fiquem bem e até breve
Related Posts with Thumbnails