sexta-feira, dezembro 08, 2006

Debaixo da terra



O metro é um meio de transporte de merda!!! Refiro-me ao verdadeiro e único metropolitano de Portugal. O de Lisboa claro. Aquela coisa na Tripalândia , não me venham lixar, é um comboio suburbano sem passagens de nível! Mas não é para moer o juízo dos tripeiros que escrevo este post. Isso fica para quando estiver inspirado.


A ideia que quero passar com mais este texto inútil, é aquilo que sinto quando por motivos profissionais, sou forçado a andar naquelas toupeiras com rodas. O metro de Lisboa é sem dúvida nenhuma um antro! De quê? Ainda não sei. É um mundo à parte. Vê-se de tudo um pouco. Desde tias com nariz empinado que tresandam a perfume caro, a "pintas" de metro e meio, cabelo oleoso colado à careca que passam a vida a falar para o ar como se a vida deles fosse importante para toda a gente na carruagem. Enquanto partilham as suas ideias com toda a gente, ou com ninguem, vão dando umas fungadelas ranhosas entre as frases como se de vírgulas se tratásse.


E as almas desamparadas que pedem a caridade alheia? Metem pena esses diabos. Revolta-me mesmo os fígados que alguém tenha que atingir aquele nível de degradação. Quem nunca se deparou com um ou dois ciganos, ou kosovares a tocar em acordeãos como se não houvesse amanhã? Mas porque não vão para uma discográfica vender o seu talento?!?!?! Ou então aquele já célebre ceguinho que toca rap com a sua bengala!!! Esse então está a passar ao lado de uma carreira de sonho. Já mudava era a letra das canções! Tenham a bondade de me auxiliar! tem uma boa métrica, e até entra no ouvido mas peca por falta de originalidade e não rima!!!


Não pensem que sou um cabrão insensível a gozar com a desgraça alheia. Não sou mais insensível que todas as outras pessoas que nem sequer olham para a cara dos desgraçados como se não existissem. Também nunca lhes dou dinheiro e não sei ao certo porque razão. Falando um pouco a sério porque também é preciso de vez em quando. O que tento descobrir quando me aparece uma dessas pessoas a pedir, é se teriam ou não elas hipóteses de sobreviver de outra forma. Por outras palavras (como diriam os velhos do metro), se têm bom corpo para trabalhar!


Nunca o saberei! Já dei uns quantos pontapés nesta puta de vida para ter a noção que o aspecto conta pouco. Uma velha pode muito bem tremer que nem varas verdes, trazer um papelinho a dizer que tem alzeimer e que precisa de dinheiro para os medicamentos e para os seus 30 netos esfomeados em casa. Assim que chega a casa, deixa de tremer e começa a contar os trocos que angariou para apróxima bebedeira! Como pode suceder o inverso. Um homem aparentemente saudável e com todas as condições para trabalhar, pode ter uma doença terminal, ter realmente uma familia para sustentar, e não conseguir arranjar emprego simplesmente porque tem sida.


Enfim. Odeio andar de metro. Cheira a almofadas e a perdigoto de velho. As pessoas andam sempre tristes porque vão para o trabalho ou porque simplesmente não têm trabalho. Ainda têm a lata de dar nomes de cores às linhas! Aconselho especialmente a linha verde. Tem sempre chungaria q.b.!Divirtam-se a mirar as estações novas. Autênticas obras de arte sem sentido nenhum. Destaco a estação dos Olivais. Tem uma arte abstracta um tanto ou quanto fálica!


acho que já vinquei a minha ideia. Vivam os comboios e os autocarros!


1 comentário:

brainz disse...

mas enfim, temos k ver as coisas pelo lado positivo: É rápido. lol

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