quarta-feira, abril 25, 2007

Under less




No outro dia ao ver a minha gaja a vestir-se depois de uma rapidinha de 4 horas e meia reparei (sou mesmo bom observador) que ela vestiu primeiro o sutiã. E surgiu-me uma ideia de génio!!! Uma nova moda que espero se venha a implantar em breve nas praias portuguesas! Em vez de se fazer um top less, porque não fazer um under less. Isso sim iria embelezar a costa portuguesa como nunca se viu. Depois de expor esta minha visão às minhas amigas e depois dos insultos e risos que se seguiram, todas me responderam de forma semelhante!

Isso não tinha piada. As maminhas de fora é mais giro! Lá em baixo é tudo igual!!!

Bem… tudo igual não deve ser certamente. Mais que não seja deve haver diferenças no penteado. Há as que preferem à moicano, outras cabelo encaracolado tipo hippie, umas triangulares, outras rectangulares, outras rastas (porque não) e as minhas preferidas: skinheads.

Mas pensei eu de mim para comigo: São gajas, não percebem a essência de apreciar a beleza de uma manjerica ou de um rabiosque feminino. É natural que pensem assim.

Quando fui perguntar a um amigo meu, a resposta foi idêntica. Desta vez foi a minha vez de rir e insultar! Não necessariamente nesta mesma ordem. Foda-se pensei novamente com os meus botões! Este é Panufo, não há nada a fazer. Vou perguntar a outro gajo. Mas também me disse o mesmo!!!

Agora pergunto eu a vocês, gajos e gajas! Não era tão mais interessante fazer-se under less em vez de top less? Ou também acham que é tudo igual???

sábado, abril 07, 2007

Vida Selvagem


Das poucas… aliás raríssimas vezes em que saio para a noite, naqueles brevíssimos momentos em que o álcool ainda não me toldou os sentidos (ou então quando sou eu o infeliz que tem de conduzir o carro), Dou por mim a observar o ambiente. Nesses momentos sinto-me um verdadeiro David Attenborough! Só me faltam os arbustos para tornar as coisas mais realistas. Vou-vos transmitir um pouco do programa para ficarem com uma pequena ideia do funcionamento do ecossistema em questão!

BBC Vida Selvagem – As mamíferas e os seus predadores! The life in the disco

Apresentado, realizado, narrado, dirigido, produzido, traduzido, emitido (e todas as outras coisas acabadas em ado e ido) por David The One You Know Attenborough!

Fsshhssshhsssshsssshffffhhfffhfhhfsss (reparem no ruído das folhagens enquanto o narrador se aproxima dos espécimes sem os perturbar!).

- A discoteca é um ambiente hostil onde as leis do darwinismo prevalecem, não há lugar para os mais fracos e os predadores abundam!...

A primeira espécie que vos irei apresentar, dá pelo nome de Copus Manapulis, mais conhecidos como agarrados ao copo! Esta espécie caracteriza-se por não conseguir executar os rituais de pré-acasalamento (dançar!!!). Como não sabe o que há-de fazer à porcaria das mãos enquanto dança, agarra-se a qualquer coisa para manter as mesmas ocupadas. Na falta de gaja, a segunda melhor coisa que há para agarrar é sem duvida nenhuma um copo! Desta forma só têm que se preocupar com o que fazem com uma mão, porque os pés estão pregados ao chão! Existem ainda uns espécimes mais raros que se agarram a dois copos.

Outra espécie que podemos encontrar na noite é o gajas manapulis. Claramente, um descendente remoto da espécie anterior. Estes adaptaram-se melhor ao habitat e com a companhia feminina a puxar por eles, até parece que sabem dançar. Sem dúvida que estes animais sabem melhor como usar as mãos :) . Existem também uns exemplares que à semelhança da espécie anterior se agarram a duas coisas! E não são copos! Outros há que não devem mesmo saber o que fazer às mãos! Pois agarram-se a duas gajas! … Enfim…

Outra espécie que se vê com alguma frequência é os desequilibratus constantis. Vivem em constante desequilíbrio! Por isso passam o tempo encostados ao balcão. Quando se desencostam, têm por hábito dar encontrões nos outros animais. Uns não conseguem manter a posição vertical e a grande maioria acaba por regurgitar na sanita aquilo que ingeriu durante a noite.

Existem ainda outras espécies fascinantes por descobrir, mas essas serão abordadas no próximo episódio da vida fascinante das mamíferas e seus predadores! Até para a semana!

terça-feira, abril 03, 2007

Ordinarices


Um grande bem-haja a todos os desocupados que perdem tempo a ler as poucas e tristes linhas que apresento perante vós.

Queiram desculpar-me a prolongada ausência e aproveito desde já o momento solene para agradecer às muitas famílias que desesperaram por mais um momento de genialidade da minha parte. A todos esses e aos milhares que deixaram comentários a pedinchar um novo post, o meu muito obrigado! Não teria conseguido sem vós. Com esta minha ausência senti-me um verdadeiro Alberto João Jardim dos blogs. Demiti-me e cá estou eu outra vez.

Tretas à parte, não tenho é tido tempo nenhum e ao contrário de muitos blogs que por aí andam, eu sou o único anormal que escreve no Contra Tudo e Contra Todos (e também o único com inteligência e modéstia suficiente). Sou filho único, portanto trabalho a dobrar!

Seguindo as ideias do post anterior, vou continuar a falar-vos das maravilhas da língua portuguesa. Ainda nos domínios da ordinarice, constatei que quanto mais ordinário é um conceito, mais palavras existem para o definir. Atentemos na palavra pénis! Uma palavra vulgaríssima que toda a gente já teve na boca várias vezes (reparem no duplo sentido da frase! É impressionante como o autor deste blog faz uso de um humor fácil e barato. A roçar o brejeiro diria mesmo)! E agora vejam a panóplia de expressões que podemos usar para definir o dito: Pau, caralho, verga, marsápio, mastro, vergalho, pila, pixa, pico abrupto (lol vide Kama Sutra), nabo, pepino, pinto, rola (estas duas ultimas são versão brasileira), tronco etc. Enfim, uma lista que nunca mais acaba!

Agora experimentemos um assunto do qual sou mais entendido: vagina. E as variantes são: pipi, pachacha, greta, grelo, cona, snaita (snaita é uma versão mesmo badalhoca!), rata, racha, piriquita, pintassilga, gruta, pipa, a perseguida (a minha favorita!), púncia, pito, patareca, pacharreca, boca do corpo… etc e tal.

Passemos para os seios: mamas, melões, melancias, pêssegos, marmelos (já dava para uma salada de fruta!), tetas, irmãs, prateleira, apêndices mamários, biberões, etc.

Para finalizar falemos de algo que todos têm. Cú: ânus, bujão, cagueiro, traseiro, rabo, entrenalgas, entrefegos, entreboiços, bimba, befe, montes da crica, peida, pacote, enfim, a minha cultura geral não dá para mais. Ajudem-me caros leitores a enriquecer o meu vocabulário.

Fim

PS:
Fiz um post inteiro sem dizer mal dos otários dos lampiões!!! Ups, ou então não!

terça-feira, março 13, 2007

Língua Portuguesa


Desculpem-me se já há algum tempo não (me) venho aqui falar das minhas ideias tristes, mas sou um gajo muito ocupado. Não posso passar a vida a escrever parvoíces que quase ninguém lê enquanto deixo crescer a unha do dedo mindinho só para coçar o forro dos colhões. Enfim, isto não é vida para ninguém, mas acabo sempre por cá vir parar. É um vício.

O assunto que trago hoje para vocês ignorantes leitores, é a versatilidade da língua portuguesa. É verdade meus amigos! A língua mãe de todos nós possui uma versatilidade erudita, que muitos poderão apelidar de ordinarice mas que para mim é simplesmente brilhante. A verdade, é que quanto mais ordinária é a ideia/conceito, mais palavras existem para definir a mesma. Passo a exemplificar:

- Estou com uma erecção! Vou pegar no meu pénis e penetrar a tua vagina!

Eis uma frase simples, bem construída e que certamente todos nós ouvimos no nosso dia-a-dia (ou então não!). Reparem agora, como a mesma frase pode ser dita de outras formas, mas mantendo a ideia principal e quiçá, dando mais ênfase à ideia:

Versão popular erudita:
- Estou com uma tesão do caralho! Vou pegar no dito e invadir a tua cona!

Versão abreviada:
- Tou com tusa! Vamos foder!

Versão Cascais:
- Crida! Já estou com ele tumefacto! Vou pegar nele e enfiar nela!

Versão infantil:
- Tou ca pilinha em pé! Vamos brincar com as coisinhas de fazer xixi!

Versão católica:
- Estou predisposto! Vamos procriar!

Versão Geóloga:
- Já estou com o pico abrupto! Vou explorar a tua gruta!

Versão Campista:
- Estou com a tenda armada! Vou meter a carne no grelhador!

Versão gay:
- Estou com a espada afiada! Vamos brincar às espadinhas!

Versão automobilística:
- Estou com o motor a trabalhar! Vou pôr o meu pistão pela tua válvula a dentro!

Versão romântica:
- Estou louco por ti! Vamos fazer amor!

Versão vegetariana:
- Estou com o pepino em pé! Vou fazer uma salada com a tua alface!


Versão zoóloga:
- O meu cão está aos pulos! E vai comer a tua rata!

Versão Medicina:
- As cavidades esponjosas do meu pénis estão repletas de sangue! Vou introduzi-lo na tua vulva!

Versão Benfiquista:
- Estou ca pila murcha! Não queres antes jogar às cartas? (a melhor ficou para o fim)

Bem, acho que já perceberam que podia continuar para sempre! Viva a língua portuguesa!

quarta-feira, março 07, 2007

Desafio


Fui desafiado! E como tal, apesar do tempo ser escasso para estas coisas, vou perder um pouco do meu precioso tempo para responder ao desafio. Gostava mais de chamar-lhe um convite.

7 coisas que faço bem:

- Cunnilingus!
- Estudar na véspera!
- Chatear os outros!
- Cozinhar!
- Nadar!
- Engravidar mulheres estéreis!
- Por pontos de exclamação no final de todas as frases!

7 coisas que detesto: ( Esta é fácil )

- Estar cheio de fome e prepararem-me um prato de algo que eu detesto!
- Lulas!
- Benfiquistas!
- Mails estúpidos!
- Benfiquistas estúpidos!
- Benfiquistas estúpidos que enviam mails estúpidos!
- Pessoas que terminam todas as frases com pontos de exclamação!

7 coisas que me atraem no sexo oposto:

- Que se riam (com vontade) das minhas piadas parvas!
- inteligência (para perceberem as minhas piadas parvas)!
- Sorriso bonito(para se rirem das minhas piadas parvas)!
- O cheiro, para cheirarem as minhas piadas parvas (Esta então foi mesmo parva)!
- Simpatia!
- A bondade (tanto a física, como a psicológica)!
- Que saibam apreciar uma pessoa que põe sempre pontos de exclamação no final das frases!

7 coisas que costumo dizer:

- In your face!
- Prigar é fumoso!
- Desde pequenino que eu vomito assim!
- Amanha vou ter o álcool a cheirar a quarto!
- Levem-me a casa!
- Tranquilo Puto!
- assssseee…. aralho….

Mandem mais desafios que este foi muito fácil.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Da vagina


Quando pensava que a minha parvoíce já tinha atingido o expoente máximo, eis que a minha alma de poeta nasce e descubro mais uma vocação. Espero que gostem deste meu trabalho poético, já deu para rir até doer a barriga com os meus amigos. O assunto é actual e interessante! Bem chega de prosar e vamos ao que interessa.

Da vagina

Vou-te falar meu amigo,
De um assunto que já não é tabu
Fica um palmo abaixo do umbigo,
E dois dedos à frente do cu!

Tem lábios e não é boca
Tem um buraco muito bonito
Não tem orelhas por isso é mouca
E ao nariz chamam-lhe clito.

Sou um poeta muito brejeiro
E pouca coisa me fascina
Mas quero dizer ao mundo inteiro
O quanto gosto da vagina

É para quem não sabe nem imagina
Onde é que deve metê-lo
Os educados chamam-lhe vagina
Os ordinários chamam-lhe grelo

Muitos nomes tem este bichinho
Eu pessoalmente prefiro pipa
É um nome engraçadinho
Para esta menina tão bonita!

Pipi rata ou pachacha
Tem cabelos e é bonito
Sem cabelos também marcha,
O que interessa é ir ao pito

Chegamos ao fim desta dissertação!
Desculpem-me a poesia barata
Mas não há melhor para o coração
Do que a nossa amiga rata!


Fim :)

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Riqueza


Quando era ainda um miudinho, cheio de sonhos e fantasias, todos os dias almoçava no refeitório da minha escola. Por vezes, para meu desgosto, eram servidas lulas (detestava lulas). E havia lá uma desgraçada de uma contínua que me obrigava a comer os ditos moluscos. E dizia ela:

- Já viste? Tantos meninos a morrer de fome em África e tu aqui a desperdiçar comer!

Como é óbvio (eu era novo mas não era burro), achava aquilo tudo uma treta, mandava-a levar na peida (mentalmente) e assim que ela virasse a cara, extraviava umas lulazitas para o chão ou para o prato de outro colega.

Agora que tenho mais uma porrada de anos em cima mas a mesma idade mental, dou por mim a pensar neste assunto e chego a algumas conclusões. E são as seguintes:

A riqueza é sempre alcançada à custa da pobreza dos outros. Para eu ser rico, outras pessoas terão que ser pobres. A riqueza não é senão uma distribuição desequilibrada dos recursos existentes. E isto meus amigos é uma verdade La Palice.

Imaginemos o seguinte: Num mundo como o nosso, só existem 10 pessoas! Mas essas pessoas vivem todas distanciadas umas das outras! Todas elas são independentes umas das outras e nunca tiveram qualquer tipo de contacto ou interacção entre elas. Quem seria destas 10 pessoas a mais rica? Seria sem duvida aquela que trabalhasse mais. Neste caso que eu inventei é o Manel. O Manel seria o mais rico por mérito próprio. Mas não seria uma riqueza muito exorbitante. Seria pouca a diferença entre ele e as outras 9 pessoas.

Imaginem agora que estas 10 pessoas vivem todas na mesma aldeia. No fundo uma mini-comunidade onde já houvesse interacção! Qual seria a diferença? A diferença, é que aquele que Manel poderia ser bastante mais rico do que aquele que vive isolado. Como? Obtendo a sua riqueza à custa do trabalho dos outros. Hipoteticamente, o Manel acabaria por ser nomeado chefe e fosse por que razão fosse, (por ser o mais forte, o mais bonito, o mais inteligente ou o mais filho da puta) poderia ter os outros a trabalhar para ele! E teria certamente mais riqueza do que o Manel do primeiro exemplo. Poderia ter uma mansão construída por todos os outros habitantes. Mansão essa que nunca teria conseguido se vivesse isolado! É isto a riqueza!

E agora potenciem este exemplo absurdo que vos dei e pensem no mundo em que vivemos! O que é que o Bill Gates, o Bush, o Cristiano Ronaldo ou o príncipe do reino do Caralho que o Fodam, trabalharam para ter os milhões que têm? Só são ricos porque os ursos que os rodeiam (nós) contribuímos para isso. Se estivessem isolados no mundo, como o Manel do meu primeiro exemplo, a única riqueza que conseguiriam seria umas maças e uns pãezinhos para não morrerem de fome.

Não tenho nada contra o facto de tirarmos proveito do trabalho e genialidade dos outros. Chama-se a isso cooperação e viver em comunidade. E sem isso não teríamos evoluído.

Mas o que me aborrece solenemente é a tamanha desigualdade que existe no mundo. É que existam meia dúzia de macacos com metade da riqueza mundial, e que os restantes passem privações como fome e alguns até morram por isso! Que existam pessoas que têm 50 mansões, 30 iates e não sei quantos milhões de euros a ganhar pó no banco. Enquanto milhões de pessoas não têm sequer 1 euro ou 1 pão para se alimentar.

Se um dia forem ricos, se tiverem mais do que aquilo que poderiam aspirar vir a ter se vivessem sozinhos no mundo, desenganem-se. Não me venham dizer que o são por mérito próprio. São ricos porque este mundo permite desigualdades e para que vocês sejam ricos alguém noutro lugar qualquer do mundo é pobre e está a passar privações. E esta relação por mais surrealista e indirecta que possa parecer, é uma realidade.

Muita coisa muda! Afinal, a contínua da minha escola tinha razão, e eu até já gosto de lulas. Não é certamente um miúdo que não come lulas que vai acabar com a fome em África. Mas anda por aí muito miúdo graúdo que poderia enviar para lá umas quantas lulas!!!

É claro que isto é só a minha opinião!
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